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A História

Praga, 1945.

Fugindo de quatro soldados da SS, um jovem judeu encontra abrigo na milenar Velha Nova Sinagoga, lugar que abriga a lenda de um antigo protetor de seu povo...

Ferido, quase moribundo, ele usa de suas últimas forças para evocar a lendária figura esquecida há séculos e dará aos quatro soldados alemães a noite mais longa e terrível de suas vidas.

Sobre "Schem Ha Mephorash"

"Uma noite em Staronova", como gosto de chamá-la, nasceu do desafio proposto por um grande amigo (e profundo conhecedor de quadrinhos), Sergio Codespoti, quando fui sua aluna em 2003, na primeira turma de roteiro da Quanta Academia de Artes.

O desafio era escrever uma história de terror que tivesse lugar na Segunda Guerra Mundial. Achei até absurdo. A Segunda Guerra, como tema, já carrega o pior tipo de horror possível. Fazer horror sobre o horror da guerra poderia banalizar o verdadeiro horror, aquele horror que não se deve evocar, ou macular; que tem seu lugar guardado e que não deve ser perturbado... Por isso, quando escrevi Schem-Ha Mephorash, procurei fazer uma profunda pesquisa e tratar do tema com todo o respeito possível. 

Tenho fascínio pela cultura judaica desde que me conheço por gente, em especial, pela religião judaica. À época do desafio lançado por Codespoti, recorri ao conteúdo de uma palestra que assistira anos antes, numa tradicional livraria em Higienópolis, que ministrava os mais deliciosos cursos de cultura judaica, para judeus e não-judeus.

Foi num desses cursos que ouvi pela primeira vez sobre o Golem de Praga. 

A antiga história foi contada por um velho rabino que falava de maneira comedida e apaixonada... Jamais me esqueci daquela narrativa e foi essa mesma narrativa que me inspirou imediatamente para a composição da trama de Schem-Ha Mephorash. Este foi, sem sombra de dúvidas, um dos roteiros que mais tive satisfação em fazer... Tudo na história me dava mais e mais vontade de contar, contar e contar...

Em 2004, conheci Sam Hart por causa deste roteiro.

Foi num evento da Quanta Academia de Artes - um lançamento, não me lembro qual... Sammy se aproximou de mim e disse: "Oi, você é a Marcela, né? Eu sou Sam Hart. O "Codespa" me falou que você tem uma história de terror na Segunda Guerra pronta. Quero desenhar". Simples assim! Tempos depois ele me disse que há muito desejava desenhar algo sobre a Segunda Guerra!

Sam fez um trabalho impecável de pesquisa e composição que foram imprescindíveis para a HQ ter o sucesso que teve. Esgotamos a edição (1.000) em menos de um ano (vale aqui um 'Graças ao Sam', que se dedicou 24 x 7 à divulgação do Gibi) e as críticas foram super legais. 

Tenho um enorme carinho por esse trabalho que contou também com a inestimável ajuda de Octávio Cariello, que fez todo o design do gibi.